Cabine primária na EDP São Paulo: o que a norma exige
Sérgio Leonardo Ribeiro do Carmo, Eletrotécnico e Tecnólogo em Automação (CFT) · Atualizado em 02/10/2026
Resposta rápida
Na EDP São Paulo, a cabine primária segue o Padrão Técnico PT.DT.PDN.00094 (versão 01, em vigor desde 15/12/2023). A EDP atende em média tensão quando a carga instalada passa de 75 kW e a demanda contratada é de até 2.500 kW. O padrão é o conjunto blindado, de fabricante com protótipo aprovado e cadastrado na EDP, e a subestação simplificada, até 300 kVA, pode ter medição em baixa ou média tensão.
Quando a EDP atende em média tensão
Carga instalada acima de 75 kW e demanda a contratar de até 2.500 kW. Demandas acima de 2.500 kW dependem de solicitação prévia de viabilidade técnica (item 5.1.2). Também é preciso pedir viabilidade para situações não previstas no padrão (item 5.2.3).
Tipos de subestação
| Tipo | Potência | Medição | Proteção geral |
|---|---|---|---|
| Convencional em conjunto blindado | Sem restrição de potência ou de número de transformadores | Média tensão, em compartimento selado | Disjuntor geral com relé |
| Convencional compartilhada em conjunto blindado | Mais de uma unidade consumidora na mesma subestação | Uma medição por unidade | Disjuntor geral e um disjuntor por unidade, com relés |
| Simplificada em conjunto blindado | Um transformador de até 300 kVA | Baixa ou média tensão | Fusíveis HH; disjuntor obrigatório na baixa tensão, com intertravamento |
| Simplificada em poste único | Um transformador de até 300 kVA | Baixa tensão | Fusíveis |
O conjunto blindado segue a NBR IEC 62271-200 e pode ser do tipo interno, em recinto de alvenaria com laje de concreto, ou do tipo externo, ao tempo (itens 5.6 a 5.6.2).
O que a norma exige
- Fabricante do blindado: só são aceitos modelos de fabricantes cujos protótipos tenham sido aprovados e cadastrados pela EDP, conforme a relação no site (item 5.2.4, nota 1).
- Solicitação: pela agência virtual da EDP, com formulário, documentos da empresa, projeto em arquivo dwg, documento de responsabilidade técnica, memorial descritivo, estudo de proteção com coordenograma e estudo de aterramento. Licença de funcionamento da CETESB quando necessária (item 5.2.1).
- Projeto: cinco folhas, da planta de localização ao estudo de proteção (item 5.2.4).
- Responsabilidade técnica: o profissional apresenta o documento de responsabilidade técnica, e empresas de projeto ou instalação apresentam certidão de registro no CREA com o nome do responsável (item 5.2.6).
- Validade do projeto analisado: 24 meses para a ligação (item 5.2.5).
Documentos da vistoria
- Documento de responsabilidade técnica de execução e projeto aprovado
- Nota fiscal do transformador
- Laudos com responsabilidade técnica: continuidade dos condutores de proteção, resistência de isolamento, tensão aplicada no ramal subterrâneo, resistência de aterramento, ensaios de rotina dos transformadores, intertravamento e ajustes dos relés (item 5.2.7)
Fontes
- Padrão Técnico PT.DT.PDN.00094, Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Primária de Distribuição, EDP, versão 01
- REN ANEEL nº 1.000/2021
Perguntas frequentes
A EDP aceita cabine de alvenaria com equipamentos abertos?
O padrão trata de conjuntos blindados. A alvenaria aparece como recinto do conjunto blindado interno, e outros arranjos dependem de análise.
Qualquer fabricante de cabine blindada serve?
Não. O protótipo precisa estar aprovado e cadastrado na EDP.
Quanto tempo vale o projeto?
24 meses a partir da análise.