Posto aéreo, cabine simplificada ou cabine convencional: qual escolher?

Sérgio Leonardo Ribeiro do Carmo, Eletrotécnico e Tecnólogo em Automação (CFT) · Atualizado em 02/10/2026

Resposta rápida

A diferença está na potência e na medição. Posto aéreo e cabine simplificada atendem instalações com um único transformador de até 300 kVA. A cabine convencional é indicada acima desse limite ou com mais de um transformador, com medição em média tensão e disjuntor geral de média tensão. Nas instalações de até 300 kVA, a medição em baixa ou média tensão depende da distribuidora: na Enel SP e, nas novas ligações aéreas desde 30/04/2026, na CPFL, é em média tensão; na EDP SP e na Elektro, a simplificada pode ter medição em baixa tensão. Cada distribuidora (Enel, EDP, CPFL e Elektro) detalha as exigências na sua norma técnica.

Resumo comparativo

Posto aéreo, cabine simplificada e cabine convencional
Posto aéreoCabine simplificadaCabine convencional
Onde fica o transformadorEm posteAbrigado (alvenaria ou blindada)Em cabine (alvenaria ou blindada)
Faixa de potênciaUm único transformador de até 300 kVAUm único transformador de até 300 kVAAcima de 300 kVA ou com mais de um transformador
MediçãoBaixa ou média tensão, conforme a distribuidoraBaixa ou média tensão, conforme a distribuidoraMédia tensão
ProteçãoChaves fusíveisFusíveis e/ou chave seccionadoraDisjuntor de média tensão com relé
ObraMenorIntermediáriaMaior

Os limites e padrões construtivos variam conforme a norma técnica de cada distribuidora.

Quando é preciso uma cabine primária

A cabine primária é necessária quando a unidade consumidora é atendida em média tensão (grupo A). Em geral, isso ocorre quando a carga instalada ultrapassa o limite do atendimento em baixa tensão, que costuma ser de 75 kW. Algumas distribuidoras têm exceções: a Elektro, por exemplo, também atende em média tensão acima de 50 kW quando há motores ou equipamentos específicos. Confirme sempre o critério na norma da distribuidora da sua região.

Posto aéreo

No posto aéreo, o transformador fica instalado em poste, com proteção do lado da média tensão por chaves fusíveis e medição em baixa tensão (EDP SP e Elektro) ou em média tensão, por conjunto de medição instalado no poste (Enel SP e, nas novas ligações aéreas, CPFL). É a solução de menor obra para instalações com um único transformador de até 300 kVA.

Cabine simplificada

A cabine simplificada segue o mesmo princípio do posto aéreo, mas com o transformador abrigado, em alvenaria ou em cabine blindada. Os limites são os mesmos: um único transformador de até 300 kVA, com medição em baixa ou média tensão, conforme a distribuidora. É uma boa opção quando não há espaço em poste ou quando a distribuidora pede o equipamento abrigado.

Cabine convencional

A cabine convencional é dividida em compartimentos: o de medição, que é lacrado pela distribuidora e abriga transformadores de corrente e de potencial; o de proteção geral, com disjuntor de média tensão e relé; e o de transformação. Conforme a distribuidora, pode ser em conjunto blindado, em alvenaria ou pré-fabricada: na Enel SP e na EDP SP o padrão é o conjunto blindado.

É a solução para potências acima de 300 kVA e para mais de um transformador.

Medição e tipo de cabine por distribuidora

Medição e cabine blindada em cada distribuidora
DistribuidoraUm transformador de até 300 kVAAcima de 300 kVA ou mais de um transformadorCabine blindada
Enel SPMedição em média tensão, em poste ou em conjunto blindadoConjunto blindado com disjuntorFabricante com avaliação de conformidade técnica na Enel
CPFLMedição em média tensão por conjunto encapsulado, nas novas ligações aéreas desde 30/04/2026Medição em média tensão, com disjuntor ou religadorNBR IEC 62271-200 e ART de projeto e execução do fabricante
EDP SPSimplificada em poste (baixa tensão) ou em conjunto blindado (baixa ou média tensão)Convencional em conjunto blindadoProtótipo aprovado e cadastrado na EDP
ElektroSimplificada, com medição em baixa tensãoSubestação plena, com medição em média tensãoConsulta prévia à Elektro

Estas são as regras das normas vigentes de cada distribuidora. Leia a página da sua distribuidora para ver os detalhes e os documentos exigidos.

Como escolher

A escolha depende da demanda atual e prevista, do número de transformadores, do espaço disponível, do prazo e da norma da distribuidora. Dimensionar já considerando a expansão evita refazer o projeto e uma nova aprovação mais tarde.

Atendemos clientes em todo o estado de São Paulo, nas áreas das principais distribuidoras: Enel, EDP, CPFL e Elektro.

Perguntas frequentes

Posso começar com um posto aéreo e depois trocar por cabine convencional?

É possível, mas exige novo projeto e nova aprovação da distribuidora. Por isso vale dimensionar já considerando a expansão prevista.

Quem define o tipo de medição?

A distribuidora define, conforme a norma técnica e a potência instalada. Na Enel SP, por exemplo, a medição é sempre em média tensão. O projeto precisa seguir esse padrão.

Quanto tempo leva para ficar pronto?

Depende do escopo, da obra civil e da análise da distribuidora. Em casos mais simples, como o posto aéreo, é possível chegar a cerca de 90 dias. Em geral, são cerca de 3,5 meses quando não há obras da distribuidora e cerca de 6,5 meses quando ela precisa executar obras na rede.

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